quarta-feira, 27 de maio de 2020

GESTÃO: UMA PRÁTICA

O TESTE A QUALQUER GESTÃO NÃO É DEFINIR SE A RESPOSTA ESTÁ CERTA OU ERRADA, MAS SE DÁ RESULTADO.

A gestão não é um ramos da teologia mas, na realidade, uma disciplina clínica. O teste, conforme sucede na prática da medicina, não consiste em determinar se o tratamento é "CIENTÍFICO", mas se o paciente é curado.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

DEFINIR RESULTADOS NO TRABALHO DO MÉDICO DURANTE A PANDEMIA

Os resultados para um médico - o progresso do conhecimento médico - podem ser bastante irrelevantes para a organização.

Definir a tarefa torna possível definir quais os resultados que uma determinada tarefa deve produzir. Muitas vezes há mais do que uma resposta correta à questão de quais serão os resultados certos.

Consequentemente, o passo crucial pra tornar o médico produtivo é definir que resultados são ou deviam ser produzidos por uma determinada tarefa de um médico. É uma decisão controversa e arriscada, porém é o ponto onde a tarefa do médico e a missão da organização convergem e têm de se harmonizar.

Compete a gestão definir se é o médico ou o paciente o principal cliente do hospital. Essa decisão vai ser um dos desafios permanentes para os gestores e executivos na organização hospitalar. 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

ÉTICA EMPRESARIAL – “PRIMUM NON NOCERE”



<<PRIMUM NON NOCERE –‘ ANTES DE MAIS NADA NÃO FAZER O MAL’>>


O juramento do médico grego Hipócrates: “primum non nocere”.  Significa “acima de tudo não fazer o mal conscientemente”. Essa é a responsabilidade primordial de um profissional. Qualquer profissional não pode prometer fazer o bem pelo seu cliente e de fato cumprir, apenas pode tentar. O que o profissional pode prometer ao cliente que não lhe fará mal deliberadamente. E o cliente deve confiar nos profissionais que não o prejudicarão. Essa é a regra básica da ética profissional e a regra básica da responsabilidade pública.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

RESPONSABILIDADE SOCIAL

AS BOAS INTENÇÕES NEM SEMPRE SÃO SOCIALMENTE RESPONSÁVEIS

Uma empresa que não apresente um lucro pelo menos equivalente à sua despesa de capital é irresponsável socialmente. Está desperdiçando os recursos da sociedade.
O lucro é a base sem a qual uma empresa não pode cumprir com quaisquer outras responsabilidades. Toda empresa deve assumir a responsabilidade pelos colaboradores, pelo ambiente, pelos clientes e em quem ou no que tenha contato. Isso é responsabilidade social.


sábado, 21 de janeiro de 2012

PELOS SEUS FRUTOS OS RECONHECEREIS

A função da gestão é produzir resultados, acima de tudo, a gestão é responsável pela produção dos resultados.

        A gestão tem que direcionar a empresa para o resultado. Pensar através da missão da empresa, estabelecer os seus objetivos e organizar os recursos para os resultados que a empresa terá de alcançar.
        A gestão é a “empreendedora” e é também responsável por direcionar a visão e os recursos para os melhores resultados e contribuições. Tem de organizar o trabalho para a produtividade; tem de conduzir o trabalhador a produtividade e concretização.
        Acima de tudo a gestão é responsável pela produção de resultados em nome dos quais reside o cerne existencial da empresa.

A ATITUDE EMPRESARIAL

As exigências de uma “atitude empresarial”, mesmo por parte do trabalhador de mais baixo escalão hierárquico, é uma inovação necessária.

        Nenhuma vertente dos recursos produtivos industriais opera com um nível tão baixo como os recursos humanos. As poucas empresas que conseguiram localizar este reservatório de capacidades e atitudes humanas ainda por usar registraram grandes crescimentos de produtividade e produção.
        É na melhor utilização dos recursos humanos que reside a grande oportunidade de aumentar a produtividade na maioria das empresas. O que tem acontecido atualmente é o foco na gestão de “coisas”, “técnicas” e na elaboração de Procedimento Operacional Padrão. O foco deve ser na gestão das pessoas, primeiro e antes de tudo, focalizar-se na gestão operacional.
        Já sabemos o que gera eficiência e produtividade dos recursos humanos. Não são as competências ou o salário, é o que se denomina como “atitude empresarial”. Isso quer dizer que se trata de uma atitude que faz com que um colaborador encare o seu emprego, o seu trabalho e a sua produtividade como um gestor, ou seja, em relação ao grupo e a produtividade geral da empresa.

domingo, 25 de dezembro de 2011

A FÉ

A Fé permite ao homem morrer, mas também o ajuda a viver.

        A filosofia das crenças totalitárias permite ao homem morrer. É perigoso subestimar o poder dessas filosofias; isto porque, em tempo de lamentação e sofrimento, de catástrofe e de horror, poder morrer é algo muito importante.
        Mesmo em tempos de turbulências poder morrer não é suficiente. A fé permite ao homem morrer, mas também o ajuda a viver. A Fé é a crença de que em Deus, o impossível é possível, o tempo e a eternidade são unos e tanto a vida como a morte têm significado.
        A Fé é o conhecimento de que o homem é uma criatura de Deus, não é autônomo, não é o mestre, não é o fim, não é o centro, mas é responsável e livre. É a aceitação de que a solidão existencial do homem é suplantada pela certeza de que Deus está sempre com o homem, mesmo <<na hora de nossa morte, amém>>.

Soren Kierkegaard

Soren Kierkegaard (1813-1855), filósofo e teólogo dinamarquês. No pensamento de Kierkegaard são básicas as noções de possibilidades e de escolha. Entre as possibilidades existenciais: a estética, a ética e a religiosa.
        
      Segundo Kierkegaard, a existência humana só é possível sob tensão: tensão entre os papéis simultâneos do Homem enquanto espirito individual e cidadão da sociedade.
        A desintegração do caráter racional da sociedade e da relação racional do indivíduo com a sociedade é a mais revolucionária característica dos tempos atuais.
        A sociedade tem de tornar possível ao Homem morrer sem desespero, isto se quiser que ele seja capaz de viver exclusivamente em sociedade. Só existe uma forma de o fazer: dando significado a vida individual. Se um indivíduo nada mais for que uma folha na árvore genealógica, uma célula no tecido social, então a sua morte não é realmente morte, é um processo de regeneração coletiva.
        O otimismo da existência humana em sociedade conduz diretamente ao desespero. Esse desespero só pode levar ao totalitarismo. A existência humana, sem desespero e sem tragédia é possível, trata-se de uma existência na Fé.
        A Fé é a crença de que em Deus, o impossível é possível, o tempo e a eternidade são unos, e tanto a vida como a morte têm significado.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Soren Kierkegaard

Peter Drucker foi o filosofo da administração, não por escrever sobre algo vago, pois sempre buscou a realização antes de qualquer conceito ou teoria. Considerado o filosofo por seu conhecimento abrangente sobre diversos temas.

          Sempre busco segui-lo em suas indicações feitas nos livros sobre essa diversidade de assuntos, como os exemplos abaixo:

- Sobre LIDERANÇA Drucker citava Ciro, O Grande, como modelo dizendo que tudo sobre líder já havia sido dito a mais de dois mil anos.

- Sobre ADMINISTRAÇÃO Drucker falava da construção das pirâmides do Egito como modelo, dizendo que na história não tinha exemplo melhor.

- Sobre ARTE JAPONESA Drucker deu vários exemplos de artistas populares no Japão.

- Sobre exemplo de vida Drucker citava sua própria vó e escreveu um conto baseado na mesma.

De todos os assuntos existe um que busquei ler mais um pouco foi sobre Filosofia, onde Drucker cita o filosofo dinamarquês Soren Kierkegaard que viveu entre 1813 e 1855 que foi considerado o pai do existencialismo, escreveu bastante sobre religião e a realidade da sociedade em que viveu. Abaixo algumas frases do filosofo Soren Kierkegaard que nessa época do ano nos faz refletir mais sobre a vida:

“Sofrer, é só uma vez; vencer é para a eternidade.”

"Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. Não ousar é perder-se."

“Acima de tudo, não perca seu desejo de prosseguir.”

“A fé é a mais elevada paixão de todos os homens.”

“A função da oração não é influenciar Deus, mas especialmente mudar a natureza daquele que ora.”

“O infinito temor dum único perigo torna inexistentes todos os outros.”

 “A porta da felicidade abre só para o exterior; quem a força em sentido contrário acaba por fechá-la ainda mais.”

“A vida só se compreende mediante um retorno ao passado, mas só se vive para diante.”

“Não há nada em que paire tanta sedução e maldição como num segredo.”

“O indivíduo, na sua angústia de não ser culpado, mas de passar por sê-lo, torna-se culpado.”

“Enganar-se a respeito da natureza do amor é a mais espantosa das perdas. É uma perda eterna, para a qual não existe compensação nem no tempo nem na eternidade: a privação mais horrorosa, que não é possível recuperar nem nesta vida... nem na futura!”

 “O povo pede o poder da palavra para compensar o poder de livre pensamento a que ele foge.”

“Têm vergonha de obedecer ao rei porque ele é rei - então, obedecem-lhe porque ele é inteligente.”

 “Ame profunda e apaixonadamente. Você pode sair ferido, mas essa é a única maneira de viver a vida completamente.”

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para a frente."

 “Sem pecado, nada de sexualidade, e sem sexualidade, nada de História.”

“O casamento feliz é e continuará a ser a viagem de descoberta mais importante que o homem jamais poderá empreender.”

“O humorista, tal como a fera, anda sempre sozinho.”

domingo, 6 de novembro de 2011

ENERGIZAÇÃO

Energização = energizar + ação. A energia é uma medida da capacidade de interação de um Sistema.


            O impedimento das pessoas de contribuir com sua capacidade intelectual para a empresa as faz sentir-se cada vez mais isoladas e sem o controle dos seus próprios destinos. Quando isso ocorre, a maioria das pessoas tende a reagir negativamente, colocando-se em uma posição de vitima, e não de colaboradora.
        Muitas empresas “despretensiosamente” incentivam a orientação reativa. Elas mantêm os funcionários longe de qualquer participação significativa em situações em que envolvam decisões, planejamento ou aprendizagem.
        Sem a oportunidade de assumir responsabilidades, as pessoas tendem a se manter altamente defensivas, esquivam-se da culpa e evitam tomar iniciativas. Esfaimar a energia da empresa é criar um ambiente sem a interação das pessoas, desprezando suas idéias e contribuição. Idéias, aprendizagem, treinamento – tudo contribui para o intelecto coletivo da empresa.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

APOSTAR

Onde há vales, há cumes: isso é uma aposta.

Decidir sobre pessoas é uma grande aposta, basear-se naquilo que a pessoa é capaz de fazer é tornar a aposta mais racional. Tornar produtivas as forças das pessoas, preencherem cargos e promoverem pessoas com base naquilo que elas são capazes de fazer é o que fazem os executivos eficazes. Não minimizar fraquezas, mas sim maximizar os pontos fortes das pessoas.
As pessoas fortes têm sempre fraquezas fortes. Onde há vales, há cumes. Não existe a “pessoa boa”; “boa para que?” é a pergunta.  Procurar a excelência numa área importante e não no tipo de desempenho comum. A excelência só se pode conquistar numa área ou em poucas. Começar sempre com aquilo que a pessoa supostamente está apta para realizar bem e depois lhe peça que execute.
Existe uma área em que a fraqueza em si é importante e relevante. O caráter e a integridade, por si, não realizam tarefas, mas sua inexistência faz com que todo o resto falhe. Esta é uma área em que a fraqueza é uma desqualificação absoluta.

sábado, 15 de outubro de 2011

ECOCOMUNISTA

ECOCOMUNISTA: sai o comunista e entra em cena o ecologista.

        Criei o termo ECOCOMUNISTA pra definir o falso ambientalista. Há dois tipos de ambientalistas, sendo um que sonha com soluções amplas e inalcançáveis, cujo objetivo real não é promover o bem de ninguém nem do planeta. Descendente do comunista trás em sua genética o masoquismo, procurando soluções baseadas em sofrimento próprio e arrebanhando adeptos para a mesma prática.
        O verdadeiro ambientalista vive dentro de uma realidade por reconhecer a dificuldade de fazer algo em prol do ambiente. Concentra-se em um número limitado de pessoas ou lugares para atingir seus propósitos.
        Com a derrota do comunismo seus seguidores se voltaram para a questão ambiental. O vermelho da esquerda se transformou em verde, transformando a proteção do meio ambiente em uma causa. Um movimento que necessita de intervenções estatais, em um assunto em que há culpados e vítimas que é o âmago da doutrina comunista. O ecocomunista afirma que os culpados são os capitalistas e a vítima é o planeta.
        Karl Marx já pregava essa definição de culpados e vítimas, julgava toda forma de sucesso humano a partir do fracasso de outros. Em seu livro O Capital colocou que só com a destruição dos culpados, os capitalistas, se poderia ter a salvação das vítimas, os proletários.
        Essa busca pela “salvação” dos mais fracos, a definição culpados e vítimas, consegue fazer sucesso principalmente no meio intelectual. O ecocomunista intelectual oferece ao público uma causa justificável e uma vítima a ser resgatada. Marx queria salvar os proletários, nos anos 60 os marxistas defendiam a juventude, depois veio a defesa das mulheres e logo em seguida a dos animais. Hoje temos os ecocomunistas que pretendem resgatar o planeta, a maior de todas as vítimas que encontraram para justificar seus atos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

KARL MARX


Karl Marx: o falso profeta e a intelectualidade brasileira.

        A transformação da sociedade rural numa sociedade capitalista, cujo domínio passa do senhor feudal para os banqueiros e para mercado bolsista, e a velocidade inédita com que a sociedade se transformava ia criar tensões sociais e conflitos de uma nova ordem.
        O que sabemos hoje que não existe nenhuma verdade na crença de que, no inicio do século XIX,    os operários fabris viviam pior e eram tratados mais duramente do que quando tinham sido trabalhadores rurais assalariados, no período pré-industrial. No campo viviam mal e eram explorados, mas afluíram para as fábricas em número elevadíssimo porque aí se sentiam melhor do que quando pertencia ao mais baixo estrato de uma sociedade rural estática, tirânica e faminta.
        A industrialização significava a melhoria material para esses trabalhadores, ao contrário do famoso “empobrecimento” de que falava Karl Marx. A velocidade da mudança era tão espantosa quanto traumática. Os “proletários”, a nova classe, transformar-se-iam em “alienados” termo usado por Karl Marx. Esta alienação tornaria inevitável a exploração do “proletariado”, porque para subsistirem ficavam totalmente dependentes do acesso aos “meios de produção” que os capitalistas detinham e controlavam.
        Ainda segundo Karl Marx, isso provocaria a crescente concentração da propriedade num número cada vez menor de mãos e aumentaria o empobrecimento do proletariado sem poder, até o dia em que o sistema entraria em colapso sob o seu próprio peso e que os capitalistas que ainda restassem seriam esmagados pelos proletários.
        Sabemos hoje que Karl Marx foi um falso profeta, aconteceu tudo exatamente o contrário daquilo que ele predissera. A maioria dos seus contemporâneos partilhava da sua visão do capitalismo, mesmo quem não acreditasse necessariamente nas suas previsões quanto ao resultado. No final do Século XIX quase todas as pessoas partilhavam com Marx a convicção de que a sociedade capitalista provocaria inevitáveis conflitos de classe, em 1910 a maior parte dos intelectuais tinha aderido ao Socialismo/Comunismo.
        Esse casamento entre as idéias Marxistas e a intelectualidade na maioria dos paises desenvolvidos, capitalistas ou comunistas, gerou seu filho pródigo: o ECOCOMUNISTA. Esse cidadão do mundo vendo que as idéias de seu pai Marx não prosperaram, coloca a bandeira da “ECOLOGIA” nas mãos e se opõe a tudo e a todos que buscam o progresso e melhoria da humanidade. O que mais impressiona é que mesmo velha, cansada, repetitiva sua mãe, a intelectualidade, lhe dá todo apoio mesmo tendo assistido o fracasso de Karl Marx.
        Nos paises em desenvolvimento como o Brasil a intelectualidade existente, parente próxima da senhora intelectualidade dos paises desenvolvidos, se esgueira pelos bares buscando alivio para seu cansaço de um dia na alcova universitária. Essa intelectualidade brasileira acredita que ler uma revista semanal, assistir um telejornal e sua discussão nos bares é o suficiente para se manterem acima dos menos favorecidos e mudarem o país. Sua contribuição e inteligência são a mesma de uma mosca de bar, pois para o mundo, para o país, para sua cidade seu contributo é mínimo chegando ao máximo a perturbar os freqüentadores desses botecos da vida. Agora, que filhos serão gerados pela intelectualidade brasileira? Uma mistura de ECOCOMUNISTA com HEMIPARASITA, que sem levantar bandeira, sem esforço e sem nenhuma contribuição defendem as idéias do ECOCOMUNISTA e sugam a seiva do país.

sábado, 17 de setembro de 2011

EQUIPES

Que tipo de equipe deve ser formada?

        Existe uma diferença entre produtividade do trabalhador manual e a produtividade do trabalhador do conhecimento. Em relação ao trabalhador do conhecimento é necessário decidir como deve ser organizado o trabalho, que tipo de equipe é apropriado para este tipo de trabalho e seu fluxo.
        A maior parte do trabalho humano é realizada em equipe. Mesmo os artistas mais solitários, os escritores, os pintores, dependem de outros para seu trabalho ser eficaz – os eremitas são muito raros.
        Fala-se muito em “criar trabalho de equipe”, o que é sempre mal compreendido. Parte-se do principio de que a organização existente não é uma organização de equipes, o que é completamente falso. Outra pressuposição é que existe somente um tipo de equipe, mas existem três tipos de equipes para realização do trabalho humano.
        O primeiro tipo equipe pode ser exemplificado pelo grupo de médicos que opera um doente num hospital. Nesta equipe todos os jogadores jogam na equipe, mas não jogam como uma equipe. O anestesista não vai auxiliar a enfermeira ou o cirurgião, e vice-versa. Este tipo de equipe é ideal para tarefas repetitivas e para trabalhos cujas as regras são bem conhecidas.
        O segundo tipo de equipe é a de futebol ou uma orquestra sinfônica, onde cada um coordena a sua parte com as dos outros elementos. Esta equipe precisa de um maestro ou de um treinador. A palavra do maestro ou do treinador é lei. É preciso muitos ensaios ou treinos para funcionar bem. Têm grande flexibilidade e pode se movimentar rapidamente se forem bem lideradas.
        Finalizando, o ultimo tipo de equipe: as equipes de pares ou trincas, se estendendo no máximo a quatro elementos. Obrigatoriamente deve ser uma equipe pequena, onde seus membros ocupam uma posição mais “de preferência” do que “fixa”, “cobrindo-se uns aos outros”. Ajustam-se mutuamente aos pontos fracos e fortes de cada um.
        Estes três tipos de equipes não podem ser mistos. As três equipes devem ser “puras”, não podem ser híbridas. E mudar de uma para a outra é extremamente difícil e doloroso. Estas alterações cortam com relações humanas antigas, estabelecidas e muito queridas. Contudo, qualquer alteração importante na natureza do trabalho, nas suas ferramentas, fluxos e produto final, podem exigir que a equipe seja alterada.
        Isto é especialmente verdade no que toca às mudanças verificas no fluxo de informação.

CONCENTRAÇÃO

A necessidade de concentração

        A concentração no trabalho é o requisito principal para a produtividade do trabalhador do conhecimento. No trabalho manual, a tarefa é claramente definida. Os trabalhadores que cavavam a terra, estudados por Taylor há um século atrás, não tinham nenhuma outra incumbência, qualquer outra tarefa competia a outros trabalhadores.
        Tal como o agricultor que lavra a terra não larga o trator para ir a uma reunião. No trabalho ao ritmo da máquina, esta concentra o trabalhador, o trabalhador é um criado da máquina. No trabalho do conhecimento e na maior parte dos serviços, a máquina (se existe) é um criado do trabalhador.
        A produtividade do trabalhador do conhecimento exige a eliminação de todas as atividades que não contribuam para o seu desempenho, pois servem apenas para lhe desviar a atenção e distrai-lo. Assim, elimina-las pode constituir o maior passo para uma maior produtividade nos trabalhos do conhecimento e dos serviços.

COLABORADORES

Fazer de todos colaboradores

        Atualmente fala-se muito em dar “direito” e “poderes”, termos que traduzem a abdicação da organização baseada no comando e no controle. Mas estes são os mesmos termos de poder e posicionamento hierárquico antigos.
        Em vez desses termos deveríamos falar de responsabilidade e de contribuição, porque poder sem responsabilidade não é poder, é apenas irresponsabilidade.
        O nosso objetivo deve ser tornar as pessoas mais responsáveis. Aquilo que lhes temos de perguntar não é: “Que direitos deve ter?”, mas sim “Pelo que deve ser responsabilizado?”.
        A tarefa da gestão na organização com base no conhecimento não é fazer de cada um patrão, mas sim tornar todos colaboradores.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

OBSOLESCÊNCIA


É melhor você mesmo tornar seu produto, processo ou serviço obsoleto do que assistir o seu concorrente a fazê-lo.

        As empresas inovadoras não despendem tempo ou recurso a defender o passado. O abandono sistemático do passado pode liberar os recursos, especialmente o recurso mais raro de todos: as pessoas capazes para trabalhar naquilo que é novo.
        Uma grande empresa norte-americana que há muito tempo pratica isto é a DuPont. Quando o nylon apareceu, em 1938, a Dupont colocou imediatamente engenheiros químicos a trabalhar na criação de novas fibras sintéticas que concorressem com o nylon. Também começou a baixar o preço do nylon, tornando-o menos atrativo para os potenciais concorrentes da Dupont.
        Isto explica por que a DuPont continua a ser líder mundial na fabricação de fibras sintéticas e por que o nylon da DuPont continua no mercado, e dando lucro.
       

domingo, 31 de julho de 2011

PREVENÇÃO DE CUSTOS


O controle de custos não tem a ver com um plano de redução de custos, mas sim com prevenção de custos.

        O que importa não é propriamente o método ou o Plano de Redução de Custos. É a percepção de que a relação custo/eficácia de uma atividade depende da forma como essa atividade está estruturada. Depende da aceitação da premissa de que o controle de custos não tem a ver com um plano de redução de custos, mas sim com prevenção de custos.
        Os custos nunca acabam, por isso a prevenção dos mesmos é uma tarefa infindável. Independentemente da forma como a empresa possa está bem estruturada, a sua relação custo/eficácia tem ser continuamente revista. Independentemente da forma cuidadosa como a empresa controla seus custos, as suas atividades e processos precisam ser testados de tantos em tantos anos.
        Esse processo também garante que todos os funcionários da empresa abracem e aceitem este controle de custos. Na realidade, deve ser visto como uma oportunidade e não como uma ameaça. Se o controle de custos for visto como um Plano de Redução de Custos, os funcionários da empresa enxergaram como uma ameaça aos seus empregos. O plano será visto como o cavaleiro do apocalipse ou mais popularmente conhecido entre os funcionários da empresa como o “facão que faz rolar cabeças”, pelo que todos torcem que o plano acabe o mais rápido possível.
        Mas se o controle de custos for visto e praticado continuamente como uma prevenção de custos, os funcionário da empresa acabarão por o ver como uma oportunidade ou, no mínimo, irão apoiá-los em nome de empregos mais seguros.

sábado, 30 de julho de 2011

ELIMINAR CUSTOS

Será que o telhado vinha abaixo se deixássemos de fazer este trabalho?

        Independente da forma positiva como a empresa evita o aumento de custos, continuará a ter de cortar custos. Lançar um plano de redução de custos parece como lançar um plano de não adoecer. Isto porque a empresa é como as pessoas, e as pessoas muitas vezes adoecem, independentemente de terem o cuidado de praticar exercícios físicos, de controlarem a sua dieta alimentar e de evitarem o abuso de substancias.
        Assim, existe sempre a necessidade de reduzir os custos. Para começar a cortar os custos, a diretoria normalmente pergunta: “De que formar podemos tornar esta operação mais eficiente?”. É a pergunta errada. A pergunta deveria ser: “Será que o telhado vinha abaixo se deixássemos de fazer este trabalho?”. Se a resposta for “provavelmente não”, elimina-se a operação.
        É sempre incrível apercebermo-nos da quantidade de coisas que fazemos e das quais nunca sentiremos falta. É visível como muitas pessoas continuam a fazer repetitivamente muitas operações que não somam mais nada para a empresa. Mas as empresas que são bem sucedidas a reduzir custos não esperam pelo ponto em que terão de cortar nesses custos. Introduzem nas suas operações de rotina o abandono organizado. Se não for assim, a eliminação de atividades e operações envolverá uma resistência política extrema.
        Resumindo: defina um processo sistemático de revisão de todos os produtos, processos e operações. Abandone aqueles que já não contribuem para criar valor para o cliente.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

CONTROLE DE CUSTOS

 No controle de custos, 30 gramas de prevenção equivalem a um quilo de cura.

        Todos aprendemos que é muito mais difícil livramo-nos de dois quilos a mais do que ganha-los. A área do controle de custos é aquela onde mais se aplica o ditado de que 30 gramas de prevenção equivalem a um quilo de cura.
Uma absoluta necessidade é ter olho de águia, de forma a garantir que os custos não aumentem tanto quanto as receitas; e, vice-versa, que desçam pelo menos à mesma proporção do que as receitas, no caso de existir uma recessão.
Parece óbvio, simples e fácil de aplicar. Porém o regime sempre é deixado para segunda-feira para nos deliciarmos exacerbadamente durante o final de semana. É mais desfrutável e prazeroso gastar do que economizar. O corpo humano é uma máquina perfeita podendo suportar essa patuscada, numa empresa é vital iniciar um regime de controle de custos toda manhã de trabalho.
Mantenha os aumentos nos custos numa determinada percentagem fixa dos aumentos decorrentes das receitas. Certifique-se de que os custos descem à mesma percentagem que a diminuição das receitas. Um máximo de seis por cento de subida de custos por cada dez por cento de aumento de receitas, isso manterá a empresa sempre saudável.